Transportar água junto com uma matéria-prima concentrada pode aumentar custos logísticos e volume de armazenamento. Em operações que usam SLES diluído, preparar a concentração no próprio processo pode ser uma alternativa técnica e econômica — desde que mistura, dosagem e controle sejam corretamente dimensionados.
O conceito da diluição em linha
O skid recebe SLES concentrado e água em proporções controladas, promovendo mistura até alcançar a concentração de uso. A lâmina técnica da ISB apresenta aplicações com concentrado a 70% e produto final entre 25% e 27%, em capacidades de referência entre 4.000 e 10.000 kg/h. Esses valores são faixas de solução e devem ser confirmados para cada planta.
Por que o processo exige engenharia?
SLES concentrado apresenta comportamento reológico que muda com concentração e temperatura. Mistura inadequada pode gerar regiões não homogêneas, incorporação de ar, instabilidade de vazão e dificuldade de partida. O projeto deve coordenar bombas, medição, controle de razão, misturador, tubulação e condições térmicas.
Principais blocos do skid
- alimentação controlada do concentrado e da água;
- medição de vazão e controle de proporção;
- mistura em linha dimensionada para homogeneidade;
- instrumentação de pressão, temperatura e condição de processo;
- automação de partida, produção, parada e limpeza;
- estrutura, tubulação e interfaces com utilidades e armazenamento.
Como avaliar a economia
A conta deve comparar preço entregue das matérias-primas, teor ativo, frete, armazenagem, manuseio, perdas, utilidades e investimento. A lâmina da ISB apresenta um exemplo de viabilidade para consumo de 10.000 kg/dia, com estimativa de economia próxima de 15% por quilo, cerca de R$ 880 mil por ano e payback em aproximadamente 21 meses. O mesmo exemplo indica TIR de 56% e VPL de R$ 3,4 milhões.
Importante: esses números pertencem ao cenário de referência publicado pela ISB em 2026. Não são promessa de resultado. Preços, volumes, impostos, logística, capacidade e escopo alteram significativamente o retorno.
Dados necessários para um estudo confiável
Consumo diário e anual, concentração de compra e de uso, preços e fretes, regime de produção, espaço disponível, temperatura de recebimento, utilidades, tanques e interfaces de automação. Com esses dados, é possível elaborar balanço de massa, conceito do skid, CAPEX e análise de sensibilidade.
A ISG pode desenvolver o estudo, o skid, a automação e a integração à linha, incluindo testes e comissionamento.
Dúvidas sobre este tema
Qual é o objetivo de um skid de diluição de SLES?
Receber SLES concentrado e preparar a concentração de uso com dosagem, mistura e controle em linha.
Quais variáveis precisam ser controladas?
Vazões de concentrado e água, temperatura, pressão, concentração final, homogeneidade e condições de partida e parada.
Os números de payback são iguais para qualquer fábrica?
Não. Preços, consumo, logística, utilidades e investimento variam; cada projeto exige estudo próprio.